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15.6.11

moinhos de vento (2)

que fujam os medos fujam as moradas das casas fujam as lápides da terra fujam os prestigitadores fujam ai fujam pelos moinhos de vento fujam as bruxas de ourique fujam as mulheres de badajoz fujam todas com o seu café português fujam das linhas férreas do portugal profundo enterrado no macadame fujam pelo elevador dos guindais fujam amigos fujam enquanto houver tempo para fugir do país que é uma dívida pesada fujam.

15.5.11

moinhos de vento (1)

que chova em mim chova em nós chova intervalos nos telhados chova água sobre água chova luz chova alguidar de vinho sobre o peito chova amor tingido chova cor de burro a fugir chova quixote e os seus moinhos de vento chova escárnio chova em mim chova por dentro chova fogo cuspido chova barroco manuelino chova a guerra chova o meu nome falso chova sobre a minha boca aberta.

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sem pressa de chegar longe, um blogue de joaquim francisco cinzento, sem data para se cumprir.