27.5.11

os amigos de la palisse (32)

trocámos a quinquilharia esquecida nos nossos armários pelos receios escondidos no cadafalso da alma. uma alma guilhotinada acabará sempre por receber a mesma sentença de esquecimento.

23.5.11

a minha salvação repousa nos teus dedos
e nos teus resquícios de mulher - poema.

15.5.11

moinhos de vento (1)

que chova em mim chova em nós chova intervalos nos telhados chova água sobre água chova luz chova alguidar de vinho sobre o peito chova amor tingido chova cor de burro a fugir chova quixote e os seus moinhos de vento chova escárnio chova em mim chova por dentro chova fogo cuspido chova barroco manuelino chova a guerra chova o meu nome falso chova sobre a minha boca aberta.

3.4.11

há uma mágoa
nas pedras.


19.3.11

devolve-me os laços,
meu amor.

18.3.11

via-se ao longe.
é uma laranja, dirão.

é laranja, dizia.

7.3.11

de que falávamos quando falávamos
de amor?

3.3.11

os amigos de la palisse (31)

tantas, tantas carpideiras para esta canseira de se ser feliz.

1.3.11

1barco
4
r
e
m
o
s
3braços
o direito, e o seu esquerdo
e aquele que todos
nós
queremos.

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sem pressa de chegar longe, um blogue de joaquim francisco cinzento, sem data para se cumprir.